domingo, 6 de fevereiro de 2011

Missa da Catequese

Paróquia Divino Espírito Santo - Matão/SP



Matão, 06 de fevereiro de 2011

Mensagem de ação de graças ao Padre Emílio Carlos


Padre Emílio, um dia o senhor escreveu assim: ... a minha única riqueza é saber que Deus escolheu este nada, este grãozinho de areia para usar como instrumento de seu amor pelas almas, para poder abençoar pelas minhas mãos, absolver pelos meus lábios e para transubstanciar-se pelas minhas palavras e amor pelo meu coração. Isso é tudo em meu nada.

Um grãozinho de areia, assim que se autodenomina.

E é do grão de areia que sai uma das mais belas joias: a pérola.

Saiba que o senhor é uma pérola especial, é o instrumento do amor de Deus para nós, é canal de bênção, é quem nos traz Jesus, é a boca de Deus da qual sai um mar de palavras santas, palavras ungidas. É a pérola rara do Senhor.

Ao longo desses 15 anos de serviço em nossa paróquia, suas palavras e ensinamentos foram essenciais em nossa missão. Esteve sempre ao nosso lado nos formando, auxiliando, encaminhando, compreendendo... Somos gratos por tudo.

Perdoe-nos pelas vezes que não seguimos seu exemplo de obediência e amor.

Um muito obrigado é pouco por tudo o que fez por nós, seus filhos. Palavras não traduzem sentimentos, e nosso sentimento hoje não tem tradução.

Leve nossa gratidão, nossa saudade e nossas orações, seja fiel, pérola do Senhor.

A distância física trará saudade, e isso nos lembrará que está renovando seu Sim a Deus, concretizando sua vocação.

Como nos disse: Cada vez que celebrarmos a Eucaristia, cada vez que comungarmos dos Santíssimos Corpo e Sangue de Cristo, nos uniremos, nossos corações junto ao Sagrado Coração de Jesus será um.

Gostaria de terminar com mais uma frase sua: Minha vida é ser padre, amo o meu sacerdócio, sou feliz e sou grato ao bom Deus que me escolheu dentre tantos para me fazer único.

Junto às suas palavras queremos agradecer também ao bom Deus por ter te escolhido, por ser único, assumir sua vocação, e agradecer por termos tido a graça de crescer junto ao seu testemunho e às suas palavras.

Que Deus lhe abençoe e lhe conserve esta pérola única aos seus olhos e abandonada no mar de sua divina graça.



Ao nosso Catequista MAIOR
Nosso sincero agradecimento !!!



Catequistas;


Pastoral da Catequese
Paróquia Divino Espírito Santo-Matão/SP
Diocese de São Carlos





sábado, 29 de janeiro de 2011

É PRECISO SER LUZ


A vivência da palavra de Jesus exige ser testemunhada publicamente. Ela é comparável a uma lâmpada, colocada num lugar estratégico para que seus raios atinjam todos os recantos do ambiente.

Não tem sentido colocá-la num lugar onde seu brilho se restrinja a um pequeno âmbito. Portanto, quem adere a Jesus e deixa que sua palavra seja colocada em seu coração, se torna responsável por fazer esta luz irradiar-se de maneira plena.


O discípulo deverá prestar contas desta responsabilidade. Se a palavra foi acolhida com liberdade e alegria e não como uma imposição, ele não tem mais o direito de tratá-la com desleixo e não deixá-la produzir em si seus efeitos.

E os frutos da palavra se farão visíveis na vida do discípulos, pelo testemunho de sua ação. O Senhor haverá de recompensá-lo por isto.


O discípulo que se descuida e tem uma existência pobre em testemunho de fé haverá de ficar privado do pouquinho que produziu.

Não por causa da quantidade, mas sim da displicência em relação à da palavra do Senhor.

O que pensava ter, não lhe servirá para nada.

O saber-se luz colocada pelo Senhor para iluminar o mundo não deveria ser motivo de orgulho mundano por parte do discípulo.

Antes, trata-se de uma tarefa difícil e exigente, na qual se poderá até perder a própria vida.

Ser luz é uma responsabilidade.

Oração


Senhor Jesus, que eu assuma minha fé com tal generosidade e disposição a ponto de, em mim, tua palavra se transformar em luz.
Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

PADRE CORAJOSO

O Ministério Público Federal de São Paulo ajuizou ação pedindo a retirada dos símbolos religiosas das repartições publicas.

Pois bem, veja o que diz o Frade Demetrius dos Santos Silva.

“Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas…

Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião.

A Cruz deve ser retirada!

Aliás, nunca gostei de ver a Cruz em Tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas e compradas.

Não quero mais ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte.

Não quero ver, também, a Cruz em delegacias, cadeias e quartEis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.

Não quero ver, muito menos, a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento.

É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa das desgraças; das misérias e sofrimentos dos pequenos; dos pobres e dos menos favorecidos”.

Frade Demetrius dos Santos Silva * São Paulo/SP
Fonte: FOLHA de SÃO PAULO.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Nossa Senhora e a escolha da vocação

Aparição mariana a um santo jovem jesuíta no século XVI mostra como é importante procurar saber qual é a nossa vocação e, encontrando-a, segui-la seriamente.

Na minha vida, eu vou escolher meu próprio caminho — Eis o pensamento de muitíssimos jovens de hoje, se não da quase totalidade. Nem se dão ao trabalho de indagar se esse caminho já não foi escolhido pelo próprio Deus. O que a nós corresponde é discernir o que Ele deseja de nós; e, uma vez que o saibamos, seguir o caminho que Ele reservou para nós.

Muitíssimos jovens sentiriam um choque ao saber disto; e o choque seria ainda maior ao constatar que, para grande número de pessoas, é dificílimo encontrar a resposta, mesmo desejando conhecê-la. Vários religiosos, por exemplo, ingressam numa ordem religiosa, e por algum motivo mudam para outra. Se isto se aplica a religiosos, o que pensar dos outros?

Caminhos diversos

Na Áustria, Paulo, irmão do santo, agredia-o com freqüência

Para a imensa maioria das pessoas, Deus indica como plano de vida o matrimônio. É a via comum. Devem formar uma família e santificar-se junto com o cônjuge, concebendo e educando os filhos para alcançarem o Céu. Nem se cogita aqui de uma deturpada visão pecaminosa e romântica, que admite e estimula a troca de cônjuges; muito menos se considera o caso de famílias planejadamente desprovidas de filhos. Essa visão hedonista e neopagã do matrimônio está muito longe da que compete a um católico, cujo objetivo deve ser a procura do cônjuge mais adequado; e, uma vez casados, manterem ambos a fidelidade conjugal até o fim.

Para algumas pessoas, no entanto, Deus planeja algo diferente, chamando-as para um gênero de vida superior e mais sacrificado: deixar tudo e dedicar-se unicamente a Deus. Freqüentemente têm essas pessoas um chamado (ou vocação, do latim vocare = chamar) para a vida religiosa em alguma instituição canonicamente ereta. Há ainda chamados muito especiais, extremamente raros. Como por exemplo a vocação de Santo Aléxis, que permaneceu como mendigo na própria casa.

Muitos sentem um chamado para se tornarem religiosos, aceitam e querem seguir essa vocação, mas há muitas opções a escolher. Será como sacerdote secular, membro do clero de uma diocese? Será como monge, fechado num mosteiro? Ou como missionário numa ordem dedicada à conversão de pagãos? Ou como capelão em outra ordem?

Lendo as vidas dos santos, constatamos que muito freqüentemente eles sofreram ante essa falta de clareza no caminho a seguir. Outros santos, pelo contrário, desde o início o discernem claramente, trilhando o próprio caminho, ainda que com dificuldades e provações.

Obstáculos e coragem

Por motivos muito concretos e específicos, por vezes a realização da vocação torna-se tão complicada, que sem uma intervenção sobrenatural seria impossível discerni-la e realizá-la. Foi o caso de Santo Estanislau Kostka, a quem Nossa Senhora indicou seu caminho.

Estanislau nasceu em 1550 numa família nobre da Polônia. Era o segundo de sete filhos, e seu irmão maior, Paulo, era mau, dotado de caráter realmente ruim. O pai educava a família com muita severidade e não aceitava oposições.
Aos 14 anos, Estanislau foi enviado a Viena junto com Paulo e um tutor, de nome Bilinski, para estudarem no colégio dos jesuítas. Ali ele teve que sofrer muitíssimo, pois o irmão o agredia com tanta regularidade, que parecia mais um inqualificável hobby. Para piorar as coisas, a saúde de Estanislau não era boa, levando-o a intuir que não viveria muito tempo. Diante disso, desejava encontrar logo sua vocação, devido à falta de saúde. Pensava em tornar-se sacerdote, mas não sabia onde. Nos jesuítas? Sentia especial atração pela milícia de Santo Inácio, mas não estava disso seguro. Sabia ainda que, se pedisse ao pai para entrar em algum convento, a resposta seria uma ordem categórica para regressar imediatamente.

Caiu gravemente enfermo em novembro de 1566, e em dezembro desse ano os médicos que o atendiam julgaram que ele não duraria muito. Quando a situação já era realmente difícil, ele teve uma visão de Nossa Senhora, que lhe pôs nos braços o Menino Jesus e disse-lhe: “Deves terminar teus dias na Sociedade que leva o nome de meu Filho, deves ser jesuíta”. Logo que teve o Menino nos braços, sentiu que recuperava a saúde. Ao devolvê-lo, Nossa Senhora sorriu e desapareceu no ar. O tutor Bilinski estava presente quando a aparição ocorreu, e tanto ele como Paulo não esconderam sua surpresa vendo-o repentinamente curado. A casa onde se deu esse fato é hoje um santuário.

À procura de autorização

Estátua de Santo Estanislau esculpida por Pierre Legros. Igreja Sant ’Andrea al Quirinale, Roma

Logo depois desse milagre, Estanislau procurou os jesuítas para pedir sua admissão no seminário. E aqui começam os problemas que nos fazem entender por que ele jamais teria a segurança completa de como agir para seguir sua vocação, caso não tivesse havido uma aparição de Nossa Senhora.

Seu confessor, Pe. Doni, acreditou no que ele lhe contou, e mandou-o falar com o superior dos jesuítas em Viena, Pe. Lorenzo Maggi. Este, sabendo que os jesuítas tinham sido atacados fortemente por aceitar noviços sem autorização paterna, pediu a Estanislau que a conseguisse, ou então esperasse até adquirir a maioridade. Mas o postulante sabia que não conseguiria o consentimento paterno e acreditava que não teria tempo para aguardar a maioridade. Por isso ele foi falar com o Cardeal Commendoni, que tinha sido núncio na Polônia e conhecia sua família. O cardeal mostrou-se simpático à idéia, mas mudou totalmente de opinião quando conversou com o Pe. Maggi. Estanislau procurou então outro jesuíta, o Pe. Antoni, e avisou que, como não conseguira nada em Viena, fugiria da casa e iria a Augsburg para entrar em contato com o superior da província (que era São Pedro Canísio); ou então iria a Roma e procuraria o Geral da Companhia de Jesus (que era São Francisco de Bórgia).

Com apenas 16 anos, iniciou sua caminhada a pé, sozinho. Foram 400 quilômetros difíceis, subindo e descendo montanhas, cruzando bosques por caminhos bastante primitivos. Quando chegou a Augsburg, informaram-lhe que o Pe. Canísio se encontrava em Dillingen, a 37 quilômetros dali. Sem mesmo descansar, partiu e conseguiu falar com o Pe. Canísio, que o aceitou na escola… como cozinheiro, e não como noviço. Era um recurso para submetê-lo à prova. Vendo que Estanislau perseverava depois de um mês, decidiu enviá-lo a Roma, embora prevendo o imenso problema que o pai criaria. Foram mais 1.200 km a pé, cruzando os Alpes. São Francisco de Bórgia recebeu-o, ouviu sua história e admitiu-o no noviciado jesuíta em Roma, onde ele veio a falecer em menos de um ano. No momento da morte, voltou a ver Nossa Senhora. Desta segunda aparição só conhecemos o que, já moribundo, ele disse ao Pe. Ruiz: “Nossa Senhora veio, do mesmo modo como em Viena”.

Pouco tempo depois chegou Paulo, que tinha sido enviado pelo pai para ameaçar os jesuítas. Ao ter notícia da morte do irmão, levou um choque, e acabou ele mesmo tornando-se jesuíta mais tarde.

Seguir a vocação até o fim

Pela seriedade com que Santo Estanislau seguiu sua vocação, podemos medir quanto importa saber qual ela é, e decididamente segui-la. É uma decisão da qual depende toda a vida, e possivelmente também a vida eterna. Além disto, o fato de Nossa Senhora se dignar vir à Terra só por uma vocação revela quanta importância tem a boa escolha do caminho a trilhar em nossa vida. Não nos deixemos enganar pela literatura mundana, que insiste em convencer-nos de que na escolha da vocação somos totalmente independentes, até de Deus, e que podemos fazer o que bem entendermos.

A própria Santíssima Virgem não agiu assim. Quando foi visitada pelo Arcanjo Gabriel, que lhe anunciava ser Ela a escolhida para Mãe de Deus, a resposta foi imediata: “Eis aqui a Escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra“. Não se pode pedir maior submissão a uma vocação dada por Deus.

com minha benção sacerdotal

Pe.Emílio Carlos+

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ano Novo, Vida Nova!

ANO NOVO 2011

Ano Novo, Vida Nova!
6 de Janeiro
Mesmo com uma fé muito pequena, estarás disposto a acolher uma luz do Evangelho?
«Ela brilhou nas trevas, e as trevas não conseguiram extingui-la.» (1)

1. João 1, 5

Ao considerar o Corpo místico da Igreja, não me encontrara em nenhum dos membros enumerados por São Paulo, mas, ao contrário, desejava ver-me em todos eles. A caridade deu-me o eixo de minha vocação. Compreendi que a Igreja tem um corpo formado de vários membros e neste corpo não pode faltar o membro necessário e o mais nobre: entendi que a Igreja tem um coração e este coração está inflamado de amor. Compreendi que os membros da Igreja são impelidos a agir por um único amor, de forma que, extinto este, os apóstolos não mais anunciariam o Evangelho, os mártires não mais derramariam o sangue. Percebi e reconheci que o amor encerra em si todas as vocações, que o amor é tudo, abraça todos os tempos e lugares, numa palavra, o amor é eterno.
Então, delirante de alegria, exclamei: Ó Jesus, meu amor, encontrei afinal minha vocação: minha vocação é o amor. Sim, encontrei o meu lugar na Igreja, tu me deste este lugar, meu Deus. No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor e desse modo serei tudo, e meu desejo se realizará.(Stª Teresinha)


Feliz 2011
Pe.Emílio Carlos+

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

BILHETE DE EVANGELHO

Só deixando que Deus seja Natal nas nossas vidas poderemos ser Natal para os outros…
IVº Domingo do Advento

Aos homens perdidos, Deus oferece a sua presença. O Povo de Deus estava perdido, esperava o Messias prometido pelos Profetas e não O via chegar. Maria e José estavam perdidos, porque não havia lugar para eles. Os pastores estavam perdidos, eram excluídos em toda a parte. Os Magos estavam perdidos, não sabiam onde devia nascer o Messias. E eis que Deus oferece a sua presença: Ele é o Emanuel, Deus conosco! Depois do Natal, ninguém está totalmente perdido. A solidão total não existe mais. Deus está sempre presente. Mas é necessário que os seus mediadores manifestem esta presença. Se estamos perdidos, estendamos a mão para conseguirmos agarrar outra. Se encontrarmos um irmão perdido, estendamos a mão para que Natal seja verdadeiramente Natal para ele e ele saiba que Deus está bem presente entre os seus.

PALAVRA EXPLICADA 1: SONHOS.

As advertências transmitidas pelos sonhos são numerosas no relato da infância do Evangelho segundo São Mateus. Os beneficiários são os anjos (Mt 2,12), mas sobretudo José (Mt 1,20; 2,13.19.22), habitualmente representado “sonhador” nos ícones da Natividade. Numerosas personagens bíblicas foram advertidas durante a noite, em sonho: Jacob, pela visão da escada a ligar o céu (Gen 28,12), o profeta Natã, enviado em missão junto de Davi (2 Sam 7,4), o apóstolo Paulo, pela sua estadia na Macedônia (Act 16,9), etc. Através de mensagens invisíveis enviadas por Deus, como os anjos, a comunicação de noite, em sonhos e visões, era o meio privilegiado e ideal para transmitir as suas informações e as suas instruções. Na liturgia, numerosas tradições tiveram como origem tais visões pelo sonho. É o caso para o louvor celeste “Santo, Santo, Santo, o Senhor”, comunicado ao profeta Isaías (Is 6) e para todas as aclamações recebidas das visões do Apocalipse, como a de Ap 7,2.14.

PALAVRA EXPLICADA 2: POVO SANTO.

A segunda leitura deste domingo termina com estas palavras: “todos os amados por Deus e chamados a serem santos”. Daí o povo de Deus ser chamado “povo santo”. Este título, tão frequente nas orações eucarísticas incluindo os prefácios, vem da Bíblia. Na expressão “povo santo”, a santidade não se reduz a uma conduta virtuosa ou íntegra que a palavra “santo” sugere familiarmente. Esta santidade é a comunicação de Deus ao seu povo, desde a assembleia do Sinai: “Sereis santos para Mim, porque Eu sou santo” (Lev 20,26). Tal título e outros semelhantes como “nação santa”, dados às nossas comunidades, manifestam a continuidade da obra de Deus: o que Ele começou no Sinai realiza-o de domingo a domingo nas nossas liturgias.

ATENÇÃO ÀS CRIANÇAS: A MISSÃO DE JOSÉ.

Uma partilha de Evangelho pode ser útil hoje com as crianças, para lhes fazer transmitir qual é a bela missão de José. É possível que algumas crianças, vivendo numa família “recomposta”, admitam mais facilmente que outras que Jesus tenha podido ter um “verdadeiro papá” e um “outro papá”. O importante é que todos descubram que Jesus é “Deus” mas que teve necessidade como nós, para crescer, de um pai e de uma mãe. José envolveu Maria e José com toda a sua ternura. As crianças dirão a toda a assembleia o que José fez por Jesus: deu-lhe o seu nome (como hoje se “declara” um nascimento), trabalhou para o alimentar e o ajudar a crescer, protegeu Jesus. Poder-se-á terminar com uma breve oração a São José: “Obrigado, José, por teres tomado o cuidado de Jesus. Hoje, reza-Lhe por nós, para que Ele proteja todas as crianças”.


PALAVRA PARA O CAMINHO.

Sinais! Deus está sempre a dar-nos sinais, mas nós procuramos quase sempre do lado do extraordinário. Raramente Deus está no extraordinário. O sinal que Ele nos oferece é o de uma família humana, como as nossas, em que Ele se faz corpo para ser “Deus conosco”.
Que espaço Lhe abrimos nas nossas vidas de homens e de mulheres para que o Sinal da sua Presença e do seu Amor seja Visível para todos os que O procuram hoje? Só com o coração aberto a Deus poderemos acolher os irmãos… Só deixando que Deus seja Natal nas nossas vidas poderemos ser Natal para os outros…

Nem mais! Mãos à obra em mais uma semana que Deus nos concede, a semana do Natal!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

BILHETE DE EVANGELHO - 3º DOMINGO DO ADVENTO


3º DOMINGO DO ADVENTO

A PAZ, A ALEGRIA.

Este terceiro domingo do Advento é o domingo da alegria.


( Francisco )

O movimento internacional “Pax Christi” convida-nos a rezar pela paz em particular neste dia.

A paz e a alegria: duas grandes riquezas que queremos para o nosso mundo. Na preparação da liturgia, seria interessante procurar formas de dar um real conteúdo à nossa esperança, ver como estas palavras “paz” e “alegria” podem ressoar no coração de cada um: procurar propor gestos concretos que vão neste sentido para os habitantes do bairro ou da cidade; procurar que a nossa oração deste dia seja mais verdadeira e consequente na vida concreta.

E como convidar os cristãos a ser testemunhas da paz e da alegria de Cristo?

A festa de Natal, este ano, mudará alguma coisa à nossa volta?

É importante preparar a liturgia neste sentido para que a celebração continue nas situações de vida durante a semana…

Aos homens que reconhecem a sua fragilidade, Deus manifesta o seu poder.

Não é frequente reconhecermos os nossos desvios, os nossos erros, a nossa fragilidade, a nossa vulnerabilidade.

Porém, isso seria reconhecer simplesmente a nossa humanidade… Os pais não se desonram ao reconhecer diante dos seus filhos que se enganaram.

A Igreja não se rebaixa ao reconhecer os seus erros do passado; ao contrário, eleva-se.

Os cristãos não se entristecem ao reconhecer o seu pecado; ao contrário, dão a Deus a alegria de os perdoar.

Deixemos Deus manifestar o seu poder, concedendo-nos o seu perdão!

Basta que nos reconheçamos frágeis. E então a nossa fragilidade mudar-se-á em força. De frágeis tornar-nos-emos fortes, fortes de ser amados.

PALAVRA EXPLICADA 1: SALMO E ALELUIA.

Na liturgia da Palavra, Deus está em diálogo com o seu Povo, pela alternância entre leituras bíblicas e cântico dos salmos. No domingo, na organização em três leituras, a primeira leitura é um extrato do Antigo Testamento ou, no tempo pascal, dos Atos dos Apóstolos. Esta proclamação revela à assembleia ações que Deus cumpriu no passado, ou propõe uma meditação sobre a solicitude de Deus a seu respeito.

Esta escuta suscita sentimentos de ação de graças que a assembleia exprime pelo cântico do Salmo, respondendo à Palavra de Deus através de outras palavras da Bíblia: é verdadeiramente um diálogo no Espírito Santo, que proclamamos que falou pelos Profetas.

A segunda leitura é extraída dos escritos apostólicos. É seguida da aclamação ao Evangelho, seja um Aleluia com o seu versículo, seja, durante a Quaresma, um versículo com uma outra aclamação.

Quando a liturgia da Palavra comporta apenas uma leitura antes do Evangelho, o Salmo e a aclamação do Evangelho seguem-se imediatamente.

PALAVRA EXPLICADA 2: REFRÃO SÂLMICO.

Para o Salmo que responde à primeira leitura, o lecionário propõe um refrão, também chamado antífona, e alguns versículos. Esta fórmula permite a toda a assembleia participar neste momento importante, que é resposta à Palavra de Deus.

Os refrões são frases curtas, extraídas do próprio Salmo ou de um outro texto, como o da noite de Natal: “Hoje, um Salvador nasceu, é Cristo, o Senhor”.

Para favorecer a participação de toda a assembleia, o coro ou um solista canta primeiro o refrão, para o fazer ouvir à assembleia, e esta retoma-o de seguida.

Em seguida, o solista, ou o coro, canta os versículos do Salmo. No fim ou nos intervalos dos versículos, retoma-se o refrão.

A sua brevidade permite que a assembleia o guarde mais facilmente na memória, não somente para a participação na celebração, mas para que possa ser retomado por cada um na oração familiar e pessoal.

PALAVRA PARA O CAMINHO.

Paciência! Uma palavra em total sentido contrário aos nossos comportamentos: exigimos tudo, imediatamente!

Dois milênios em que esperamos a vinda do Senhor!

Ainda não veio! Mas já está! Renovemos, reajustemos o nosso olhar de fé e redescubramo-l’O bem presente, e em ação, em lugares em que tantas vezes não esperávamos encontrá-l’O!

Sempre em atitude de alegria e de esperança!